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Hipertireoidismo: quando a tireoide acelera demais

  • Foto do escritor: Lucas Ocko Cabral
    Lucas Ocko Cabral
  • 29 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura


A tireoide é uma pequena glândula localizada na parte anterior do pescoço, responsável por produzir hormônios que regulam o metabolismo. Quando ela passa a funcionar de forma acelerada, liberando mais hormônios do que o necessário, temos o que chamamos de hipertireoidismo.


Essa condição pode afetar o corpo como um todo, trazendo sintomas físicos e emocionais que, muitas vezes, são confundidos com estresse, ansiedade ou até problemas cardíacos.


Principais sintomas do hipertireoidismo

Quando os hormônios tireoidianos estão em excesso, o corpo entra em ritmo acelerado. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Palpitações e taquicardia

  • Ansiedade, irritabilidade ou nervosismo constante

  • Perda de peso sem esforço, mesmo com apetite aumentado

  • Suor excessivo e intolerância ao calor

  • Tremores finos nas mãos

  • Queda de cabelo e unhas frágeis

  • Alterações no ciclo menstrual

  • Insônia e sensação de cansaço, mesmo dormindo bem

  • Aumento da tireoide (bócio)

  • Olhos saltados (em casos de doença de Graves)


O que causa o hipertireoidismo?

Entre as principais causas estão:

  • Doença de Graves: causa autoimune mais comum, em que o sistema imunológico estimula a tireoide a produzir hormônio em excesso.

  • Nódulo tireoidiano hiperfuncionante (autônomo): um ou mais nódulos produzem hormônio de forma independente.

  • Tireoidites: inflamações da glândula que podem liberar hormônios de forma transitória.

  • Excesso de iodo ou uso inadequado de hormônio tireoidiano.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado em exames laboratoriais, especialmente:

  • TSH (geralmente muito baixo ou indetectável)

  • T4 livre e T3 livre (normalmente elevados)


Outros exames complementares podem ser solicitados:

  • Ultrassonografia da tireoide

  • Cintilografia da tireoide (para entender a causa)

  • Dosagem de anticorpos (TRAb na doença de Graves)


Existe tratamento?

Sim, e ele deve ser personalizado de acordo com a causa, gravidade e perfil do paciente. As principais opções incluem:

Medicamentos antitireoidianos (como metimazol): reduzem a produção hormonal.

Iodo radioativo: destrói parcialmente a glândula, sendo uma opção segura e eficaz em muitos casos.

Cirurgia da tireoide: indicada em nódulos grandes, intolerância ao tratamento medicamentoso ou desejo do paciente.


Durante o tratamento, o acompanhamento com um endocrinologista é essencial, já que os hormônios precisam ser ajustados com cautela. Em alguns casos, o paciente pode evoluir para hipotireoidismo controlado com reposição hormonal.


Conclusão

O hipertireoidismo é uma condição tratável, mas que pode comprometer muito a qualidade de vida se não for diagnosticada corretamente. Ficar atento aos sinais e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes é o primeiro passo para retomar o equilíbrio.


👩‍⚕️ Se você tem sintomas como palpitações, suor excessivo, perda de peso inexplicada ou ansiedade intensa, agende uma consulta. Um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na sua saúde e bem-estar.



 
 
 

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